sexta-feira, setembro 10, 2010

(nossas) Bobagens

Já é tarde, sei que não devo esperar você ligar. Mas mesmo assim não paro de olhar o telefone.
Eu sei, fui estúpida. Mas quantas vezes você não foi? Eu sempre soube perdoá-lo por isso.
Na cama, Sophie Kinsella me aguarda. Mas nem adianta, nada do que ela diga vai me soar engraçado, nem mesmo os devaneios de Lexi.
Tem sido estranho extravasar de forma tão edionda. Confesso que com o tempo, acabei adquirindo alguns hábitos seus. Desse, em especial, eu não me orgulho.
São apenas circunstâncias, querido. A verdade, é que nunca deixei de ser eu. E para o seu alívio ou extrema frustração, guardo meus princípios seguramente.
Não gosto de imaginar o que você está pensando ou fazendo enquanto eu to aqui me conformando com um texto. Vai que The Sims ganhe a parada ou quem sabe, um cd antigo do Natiruts.
Eu ficaria desapontada, mas não surpresa.
O fato é que eu não vou me desculpar e você disse pra eu nunca mais te ligar. E aí?
Aí que eu acho que essa é só mais uma das muitas vezes que você se irrita (dizendo que eu sou a culpada). Mas não posso negar que um frio estranho me percorre a barriga quando imagino que dessa vez pode ser sério. Porque, realmente algumas coisas cansam. E nós já conversamos sobre isso.
Tudo bem, eu me arrependo. Mas não vale, eu tenho coração mole e to sempre me desculpando até pelo que não fiz. E isso, tenho de confessar, me faz diminuir gradualmente perto de você. É como se eu perdesse a força e fosse você, o sempre dono da razão, cheio de verdades e críticas (não construtivas) a meu respeito. E meu amor próprio, onde está?
Porque diabos, uma vez na vida, você não pode ser razoável e dizer: “Amor, desculpa. Tudo o que eu não queria era te magoar.” Sei lá, aí você poderia usar as palavras que quisesse e ficaria, tipo: “Foi mal, amor. Nem prestei atenção.” Custa?
O que é idiotice e frescura pra você é vital pra mim. Estamos imersos em um conflito de interesses, percebo.
Haverá saída?
Definitivamente, não sei. E quando tento saber, prefiro dormir.
Mas de uma coisa eu tenho certeza - a medida que eu te ajudo, vou desistindo paulatinamente de mim.


(BALBY, Dandara) 19.07.10

terça-feira, julho 20, 2010

Eles não são nós



Não é uma questão de tempo, certas coisas simplesmente não mudam. A espera é só um modo de se conformar com determinadas situações , que na verdade, estão além de nossas expectativas.

Não basta estimular o melhor do outro, sucumbir em nome da esperança de um dia poder dizer “valeu a pena”. Pois, a realidade, é que nem sempre vale.

É preciso parar, definitivamente. Parar de inventar projeções, estereótipos. Parar de ver o outro como uma extensão nossa. São atitudes, palavras e gestos diferentes. São coisas que a gente nunca espera ouvir ou momentos que nunca desejamos passar. Porque nós, de maneira alguma, seríamos capazes de tanto, mas eles não são nós.

Isso implica dizer que o bom senso é um lugar pouco visitado. Significa dizer, de uma maneira geral, que somos egoístas, imaturos e hipócritas. Sabemos, quantas vezes forem necessárias, apontar os defeitos alheios. Ousamos criticar o outro de forma a nos aproximar cada vez mais da perfeição. Mentimos, muitas vezes, dizendo que também temos falhas e nos reconfortamos em pensar que as nossas falhas são menores que as dos outros.

É um mundo realmente estranho esse nosso, onde pessoas que possuem os mesmos direitos e pertencem a mesma espécie se recriminam, sentenciam e julgam. E isso, vejo por aí, é natural; assim como o cair da chuva e o raiar do sol.

Li uma vez, que igualdade é ter o direito de ser diferente. E me questiono, desde então, como seria válido compreender tudo aquilo que podemos absorver diante de cada um de nossos sentidos. Mas parece que eles existem apenas como um pequeno detalhe estético.

E assim, a gente faz de conta que enxerga, compreende e aceita o outro, quando na verdade esperamos por aquela pequena transformação que vai tornar o nosso mundo melhor. Forjamos um bem estar em nome de uma perspectiva irreal, construída tão somente pelo nosso ego, que não se cansa de querer o melhor... Nem se importando de perceber que nem sempre o que é melhor pra gente, é bom pro outro.

Respeito, a humanidade precisa de você!

E dessa forma, o relógio continua avançando e o tempo se esvaindo, porque, afinal de contas, não é da conta dele.

Dane-se nós, que não somos eles!


(BALBY, Dandara) 20.07.10

quarta-feira, abril 07, 2010

Guerra


Sozinha, lutando com o gelo que reveste meus pés e a tensão que projeta em meu corpo. Eu to lidando com os monstros que durante muito tempo condenaram meu sono cerraram meus punhos e expuseram minhas lágrimas. Talvez hoje eu seja mãe da fúria e do torpor que me acometem – somente incitando meu tênue domínio poderei de alguma forma me sobrepujar.

De todas as coisas que eu vi, maltratam-me aquelas que eu nunca quis enxergar – são elas, sempre foram... Eu nunca me permiti. Covarde!

Eu guardei, quis enterrar cada detalhe como se de alguma forma pudesse esquecê-los e fazer de conta que eles nunca existiram. Tentei viver numa mentira pra conseguir ser feliz de verdade.

Embora eu não pudesse ver aquilo que havia cravado terra a baixo, eu podia senti-las, elas nunca me deixaram. Quando não as ouvia, podia vê-las cintilar sobre meus medos mais relevantes.

Eu quis me proteger quando não fiz mais do que protelar o inevitável. Boba. Incrédula. Como pude pensar ser mais forte do que a sentença da vida? Como tive a audácia de pensar distraí-la como se seus olhos não vigiassem meu futuro? Negligenciei sua capacidade em função do meu desejo de viver sem ter que sentir. Eu quis não sofrer, por quê? Todos choram. Eu?, apenas mais uma.

As mágoas. A pressão contra o meu peito. O ardor em meus olhos. A dor do que eu quis reverter. O fracasso do que me tornei. Meu silêncio. Minha agonia. Meu consentimento. Eu quis me poupar do que jurava não mais resistir. Minha mente indefesa já jogara fora os escudos estilhaçados de outras guerras.

Agora eu luto contra mim e me protejo do abismo que você me transformou.

Eu e o vazio.

Meu coração é fuga ininterrupta. Minha voz o silêncio que ecoa. Meu choro... Só um subterfúgio daquilo que não quero vencer.

Eu tenho medo daquilo que sei, por isso não quero pensar, não quero estar só...Por isso eu me enclausuro, me reprimo...é por isso que eu me guardo e até das palavras tenho fugido, dos meus próprios textos. Os textos que não acredito mais que um dia tive capacidade de escrever, essa combinação de letras que definem meu mundo e expõe minha alma.

Eu quero música, risos, abraços... Qualquer coisa que me envolva e me afaste das conclusões dessa mente completamente inquieta, prestes a enlouquecer.

Eu quero gritar, quebrar tudo, mas não vai resolver. Então decido correr na tentativa inócua de me distanciar do alvo que cravei em meu próprio peito assim que descobri a artilharia dessa guerra.

Várias de mim em uma batalha maldita - uma enfraquecendo a outra, tirando sangue, levando a vida. Uma roubando a outra, incentivando e queimando aquilo que ainda podia ser parte de mim.

Qual o preço desse resgate?


(BALBY, Dandara) 08.04.2010

Quem sou eu

Minha foto
Natal, RN, Brazil
Leonina, segundo o zodíaco. Dona de uma personalidade forte e por vezes receosa. De um gênio incrível, gostam de dizer... Apaixonada por música, igualdade, livros e afins... Teimosa. Previsível e inquieta (MUITO). Da noite. Do dia. De casa. Da rua. Dos sentimentos. Das palavras. Das vírgulas e dos pontos continuando...

São do meu agrado...

* O Último Samurai
* Escritores da Liberdade
* Um Amor pra Recordar
* O Diário de uma Louca
* Celular - Um Grito de Socorro
* Cidade dos Anjos
* Em Busca da Felicidade
* Senhor das Armas
* Tróia
* Separados pelo Casamento
* Jogo de Amor em Las Vegas
* Um crime Perfeito
* Annapolis
* Garota Interrompida
* O Exorcismo de Emily Rose
* A Proposta
* Marley e Eu
* Crepúsculo
* Lua Nova
* Eclipse
* Shrek
* Tropa de Elite 2
* Muita Calma Nessa Hora
* Lembranças

Leituras Adoráveis

  • *Lembra de Mim?
  • * Férias
  • * Fora de Mim
  • * Feia
  • * Trilogia Millennium (Os Homens que Não Amavam as Mulheres/ A Menina que Brincava com Fogo/ A Rainha do Castelo de Ar
  • * Melancia
  • * Querido John
  • * O Segredo de Emma Corrigan
  • * As Brumas de Avalon
  • * Crepúsculo (Lua Nova/Eclipse/Amanhecer)